Já estamos em 2011... O tempo passa e com ele muitas coisas vem e vão - mas nossas lembranças sempre acumulam. Neste ano, na prédica de Izkor, em Yom Kipur tive a oportunidade de colocar a todos em uma outra dimensão. A busca da noção do tempo e o uso de separadores que permitem mostrar a cada volta da estrada, que estamos seguindo em frente foi a tônica da conversa.
Para tanto, nada melhor que lembrar que o Kadish, mais do que uma reza para os mortos, mais do que uma exaltação a Adonai, na realidade é um separador dentro de um serviçco religioso.
Na sinagoga separa cada uma das partes de um serviço, anunciando que vamos da fase preparatória para as fases mais profundas e mais intelectuais e depois voltamos para a superfície.
É como um marcador de profundidade - e quando estamos chegando no final, fazemos o último Kadish, para pontuar a separação entre o mundo dos vivos e o mundo dos mortos. Mas, é exatamente nesta nesga de tempo em que precisamos separar os dois mundos é que temos a rara oportunidade de fazer com que ambos se toquem e se encontrem.
Se isto é fantástico quando estamos em Kipur, lembrando dos nossos mortos, imagine estando no cemitério de Varsóvia e escutando um Kadish rezado por todos os visitantes, de forma aleatória e iniciado por alguém que achou o túmulo de um antepassado.
Osse Shalom Mimromav - vindo por de trás das lápides - naquele que parece o lugar judaico mais vivo de Varsóvia.
São em momentos como estes que entendemos o que o salmista quis dizer com Am Israel Chai - ve Kaiam -
Viver eternamente - Juntar os vários estados e os vários mundos - descobrir novas e improváveis estruturas.
Estes foram momentos mágicos que pavimentaram o início deste ano.
Hatimá tová
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
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